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sábado, marzo 12, 2016

Asa Branca

«Asa-Branca» es un choro brasileño de 1947 compuesto por Humberto Teixeira y Luiz Gonzaga, que también fue su principal intérprete.
La canción trata de la seca en el nordeste brasilero, que puede llegar a ser muy intenso al punto de hacer migrar al ave Asa Branca (Patagioenas picazuro), una especie de paloma.

Versión: Luiz Gonzaga (Brasil)

Video:



Versión: Caetano Veloso (Brasil)

Versión: Gilberto Gil (Brasil)



Versión: Elis Regina con Hermeto Pascoal (Brasil)

Versión: Maria Bethânia (Brasil)



Versión: Raúl Seixas (Brasil) - White Wings (Asa Branca)

Versión: Manu Chao (Francia)



Versión: David Byrne (Inglaterra)



Letra:

Quando oiei a terra ardendo
Gual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeu Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeu Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus oio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu

Meu coração



domingo, junio 17, 2012

Aguas de Marzo

Letra y música: Tom Jobim (Brasil)


Versión: Elis Regina y Tom Jobim (Brasil)


Versión: Paula Morelenbaum (Brasil)


Versión: Pedro Aznar (Argentina) y Cecilia Echenique (Chile)


Versión: Fito Páez (Argentina)


Versión: Marisa Monte (Brasil) y David Byrne (Escocia)

Video:




Versión: Stan Getz (EEUU) y Joao Gilberto (Brasil)




Letra:



É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...


É um caco de vidro
É a vida é o sol
É a noite é a morte
É um laço é o anzol...


É peroba do campo
É o nó da madeira
Caingá, Candeia
É o matita-pereira...


É madeira de vento
Tombo da ribanceira
É um mistério profundo
É o queira ou não queira...


É o vento ventando
É o fim da ladeira
É a viga é o vão
Festa da Cumeeira...


É a chuva chovendo
É conversa ribeira
Das águas de março
É o fim da canseira...


É o pé é o chão
É a marcha estradeira
Passarinho na mão
Pedra de atiradeira...


É uma ave no céu
É uma ave no chão
É um regato é uma fonte
É um pedaço de pão...


É o fundo do poço
É o fim do caminho
No rosto um desgosto
É um pouco sozinho...


É um estrepe é um prego
É uma ponta é um ponto
É um pingo pingando
É uma conta é um conto...


É um peixe é um gesto
É uma prata brilhando
É a luz da manhã
É o tijolo chegando...


É a lenha é o dia
É o fim da picada
É a garrafa de cana
Estilhaço na estrada...


É o projeto da casa
É o corpo na cama
É o carro enguiçado
É a lama é a lama...


É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um resto de mato
Na luz da manhã...


São as águas de março
Fechando o verão
E a promessa de vida
No teu coração...


É uma cobra é um pau
É João é José
É um espinho na mão
É um corte no pé...


São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...


É pau é pedra
É o fim do caminho
É um resto de toco
É um pouco sozinho...


É um passo é uma ponte
É um sapo é uma rã
É um belo horizonte
É uma febre terçã...


São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...


-Pau, -Edra, -Im, -Inho
-Esto, -Oco, -Ouco, -Inho
-Aco, -Idro, -Ida, -Ol
-Oite, -Orte, -Aço, -Zol...


São as águas de março
Fechando o verão
É a promessa de vida
No teu coração...